Tabagismo causa uma em cada 10 mortes no mundo

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Estudo divulgado pela revista científica The Lancet, apontou que o cigarro é responsável por uma em cada 10 mortes no mundo. Apesar de crítica, a situação do Brasil aparece como um bom exemplo nessa estatística: nos últimos 25 anos, a porcentagem de fumantes diários no país despencou de 29% para 12% entre os homens; já entre as mulheres esse número caiu de 19% para 8% dos casos.

Hipertensão no Brasil: 2 milhões de casos são registrados por ano no país

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A pressão alta ou hipertensão é uma doença que todos já ouviram falar, mas que muitas vezes não possuem o esclarecimento preciso sobre o tema. Em média, a hipertensão no Brasil registra dois milhões de casos novos por ano. Pessoas mais acometidas a terem a doença são: idosas, obesas, sedentárias e pessoas com histórico familiar.

Hipertensão no Brasil: 2 milhões de casos são registrados por ano no país
Hipertensão no Brasil: 2 milhões de casos são registrados por ano no país

Ela é uma doença crônica que não possui cura. É considerada silenciosa, pois na maioria dos casos não apresenta sintoma. A ausência destes sintomas, com o passar do tempo pode causar problemas de saúde, como doenças do coração e acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame.

Nos poucos casos em que pacientes apresentam sintomas é possível que sintam enjoos, tonturas, dor na nuca, dificuldade para respirar, visão embaçada e dor no peito.

O cardiologista Bernardo Nassur, da Clinica Fares em São Paulo, faz o alerta.

É muito importante que a população trate a hipertensão de forma efetiva. Para isso é preciso buscar o diagnóstico, muito antes de se ter algum sintoma, pois como ela é silenciosa, existem muitos casos em que o paciente tem um infarto ou só descobre que é hipertenso após algo grave

O cardiologista explica que o diagnóstico é muito fácil: basta realizar o teste de aferição da pressão. Ele pode ser feito no posto de saúde, farmácias ou com um médico de sua confiança. A aferição da pressão é o único teste que pode confirmar uma hipertensão ou não.

Tratamento requer mudança no estilo de vida

Em caso de diagnostico positivo, o paciente será encaminhado para um tratamento, que deve sempre ser indicado por um médico. Esse tratamento será feito a base de medicamento diário e mudança no estilo de vida.

O paciente também terá que estar atento a alimentação. É ideal que o tratamento da hipertensão também seja acompanhado por uma nutricionista, que indicará o cardápio ideal para esse caso.

O cardiologista também explica que praticar exercícios físicos regulares, conforme orientação médica e de um preparador físico também fazem bem e ajudam no tratamento.

A hipertensão é muito mais séria do que a população pensa. Se não for tratada da maneira correta, ela pode gerar sérias consequências para o paciente. Por isso sempre alerto para todos que não esperem de forma alguma um sintoma. Busque o diagnóstico se há a hipertensão ou não, e no caso de positivo, siga o tratamento diariamente

O não tratamento da doença pode produzir sérias consequências como derrame cerebral, problemas no coração e nos rins, que também podem levar o indivíduo à morte ou a piora na qualidade de vida.

Mortes por infarto podem aumentar até 30% no inverno

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No inverno, é comum ver a maioria das pessoas se preocupando e tomando todos os cuidados contra gripes e resfriados, mas esse pode não ser o grande vilão desta época do ano: em estudo publicado pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, foi identificado que, em mais de 5 mil casos de mortes por infarto agudo do miocárdio, 30% foi maior nos meses de inverno – ou até 44% maior, se considerados apenas os pacientes com mais de 75 anos de idade.

Índice de mortalidade por infarto pode aumentar até 30% no inverno; especialista explica quais sintomas mais comuns e como se prevenir
Índice de mortalidade por infarto pode aumentar até 30% no inverno; especialista explica quais sintomas mais comuns e como se prevenir

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), estudando quase 200 mil internações por insuficiência cardíaca congestiva no município de São Paulo, observaram que o pico de ocorrências está nos meses de junho, julho e agosto – sendo 20% superior às hospitalizações no auge do verão.

Para diminuir os altos índices de mortes por infarto, é de extrema importância que, ao notar os primeiros sintomas, o paciente procure um pronto-socorro para atendimento imediato por profissionais capacitados.

Segundo Luiz Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os riscos de problemas cardiovasculares aumentam no inverno porque, com a queda da temperatura, diversos hormônios que atuam sobre o sistema circulatório podem apresentar aumento de atividade pela simples exposição do corpo ao frio intenso.

O resultado dessas alterações metabólicas é a contração das artérias, que leva ao aumento da pressão arterial e da frequência e intensidade das contrações cardíacas, sobrecarregando ainda mais o coração e o aparelho circulatório

Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, o infarto agudo do miocárdio pode se apresentar com manifestações clínicas consideravelmente diferentes do quadro clássico que todos conhecem, como dor intensa na face anterior do tórax e braços, náuseas, suor frio e dificuldade para respirar.

Muitos quadros apresentam sintomas distintos e, por este motivo, a atitude mais prudente é que todo paciente com desconforto ou dor no tórax de início súbito e sem causa evidente, seja levado imediatamente ao pronto-socorro e examinado como um potencial portador de infarto, até que este diagnóstico seja descartado – mediante avaliação do médico socorrista, que analisará um eletrocardiograma e até exames laboratoriais.

O cardiologista explica que procurar o pronto-socorro assim que identificar os primeiros sintomas pode ser decisivo para o quadro.

O infarto é causado pela obstrução aguda de uma das artérias coronárias, ou seja, o paciente sente dor no tórax enquanto o músculo de seu coração vai necrosando progressivamente. A perda de grandes quantidades desse músculo pode ser fatal, ou ter consequências dramáticas sobre a qualidade de vida do indivíduo. Quanto mais precoce o início do atendimento médico, maior a massa de músculo de seu coração que pode ser salva da necrose. Daí a importância do atendimento o mais rápido possível

No pronto-socorro, uma vez identificado o infarto agudo do miocárdio, a prioridade passa a ser a desobstrução imediata da artéria coronária que está causando todo o problema.

Na Rede de Hospitais São Camilo, o tratamento é realizado mediante um cateterismo cardíaco de emergência, que permite visualizar a artéria e desobstruí-la com rapidez e segurança, no procedimento chamado de angioplastia primária. Segundo Velloso, a triagem dos pacientes pré-atendimento médico é feita por enfermeiros capacitados por um rigoroso protocolo de atendimento à dor torácica, que traz segurança e bons resultados aos casos de infarto. “Os socorristas (…) são treinados para diagnosticar e iniciar o tratamento do infarto de imediato, antes mesmo da avaliação por um especialista em cardiologia, evitando perda de tempo em uma situação em que cada minuto é precioso”, finaliza.