Pesquisa mostra que ludovicenses estão menos endividados

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Após três meses de alta, o percentual de endividados em São Luís (MA) voltou a cair no mês de agosto de 2016. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomécio-MA), que entrevistou 500 famílias nos últimos 10 dias de agosto.

Inadimplência atinge 60 milhões

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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pela Serasa Experian revela que, em março de 2016, a inadimplência alcançou 60 milhões de brasileiros (sendo 41% da população com mais de 18 anos do Brasil), totalizando R$ 256 bilhões em dívidas em atraso. Na série histórica da Serasa Experian, é a maior marca desde 2012.

A pesquisa mostra a inadimplência afeta aqueles com menos renda: 77,2% dos inadimplentes ganham até dois salários mínimos; 40% dos 60 milhões de inadimplentes recebem entre um e dois salários mínimos e 37,2% vivem com menos de R$ 880.

Veja a evolução dos inadimplentes por trimestre:

Agosto/2015 (56,4 milhões)Dezembro/2015 (57,9 milhões)Março/2016 (60 milhões)
Renda média acima de R$ 8,8 mil – 3,1 milhões
Renda média entre R$ 4,4 mil e R$ 8,8 mil – 2,82 milhões
Renda média entre R$ 1,76 mil e R$ 4,4 mil – 6,71 milhões
Renda média entre R$ 880 e R$ 1.760 – 23,18 milhões
Renda média abaixo de R$ 880 – 20,59 milhões
Renda média acima de R$ 8,8 mil – 3,24 milhõe
Renda média entre R$ 4,4 mil e R$ 8,8 mil – 2,9 milhões
Renda média entre R$ 1,76 mil e R$ 4,4 mil – 6,83 milhões
Renda média entre R$ 880 e R$ 1.760 – 23,57 milhões
Renda média abaixo de R$ 880 – 21,42 milhões
Renda média acima de R$ 8,8 mil – 3,3 milhões
Renda média entre R$ 4,4 mil e R$ 8,8 mil – 2,94 milhões
Renda média entre R$ 1,76 mil e R$ 4,4 mil – 7,02 milhões
Renda média entre R$ 880 e R$ 1.760 – 24,24 milhões
Renda média abaixo de R$ 880 – 22,56 milhões

Somente no primeiro trimestre de 2016, mais de dois milhões de devedores entraram na lista.

Historicamente, a inadimplência tende a crescer mais no primeiro trimestre, pela concentração de despesas e gastos adicionais nessa época. Mas, neste levantamento, referente aos três primeiros meses de 2016, os números surpreenderam: em um trimestre, mais de dois milhões de novos nomes na lista de inadimplentes. Os mais afetados são as pessoas que praticamente vivem daquilo que recebem, não conseguem realizar nenhum tipo de reserva ou poupança financeira. E, quando perdem o emprego, quando são atingidas pela inflação, são as que mais sofrem com os problemas de inadimplência
Luiz Rabi, economista da Serasa Experian