MCG+01-38-005 (abaixo) é um tipo especial de megamaser
MCG+01-38-005 (abaixo) é um tipo especial de megamaser; núcleo galáctico ativo produz grandes quantidades de energia, estimulando nuvens de água circundante (Foto: Hubble/ESA/Nasa)

Fenômenos em todo o Universo emitem radiação abrangendo todo o espectro eletromagnético. Microondas, a mesma radiação que pode aquecer o seu jantar, são produzidas por uma grande quantidade de fontes astrofísicas, incluindo fortes emissores conhecidos como masers (ou laser de microondas); e emissores ainda mais fortes, com o nome um tanto de vilão, megamasers, como os centros de algumas galáxias. As emissões são influenciadas pela presença de buracos negros supermassivos nos centros dessas galáxias, que sugam o material ao redor e expelem em jatos brilhantes. Na imagem, duas galáxias registradas pelo telescópio espacial Hubble, MCG+01-38-004 (acima, de cor vermelha) e MCG+01-38-005 (abaixo, na cor azulada, e também conhecido como NGC 5765B, um tipo especial de megamaser: o núcleo produz grandes quantidades de energia, estimulando nuvens d’água.

Galáxia anã espiral vizinha, no ‘bairro cósmico’ da Via Láctea, pelas lentes do telescópio espacial Hubble

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Na imagem captada pelo telescópio espacial Hubble, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), se vê a galáxia anã espiral NGC 5949clique na imagem e veja em alta qualidade.

NGC 5949 é preferida dos astrônomos para estudo sobre galáxias anãs
NGC 5949 é preferida dos astrônomos para estudo sobre galáxias anãs (Foto: Hubble/ESA/Nasa)

Graças à sua proximidade com a Terra – a uma distância de cerca de 44 milhões de anos-luz de nós, colocando-a no ‘bairro cósmico’ da Via Láctea –, a NGC 5949 é a preferida dos astrônomos para o estudo sobre as galáxias anãs.

Com 100 vezes a massa da Via Láctea, a NGC 5949 só é considerada anã por seu número relativamente pequeno de estrelas constituintes.

Apesar de ‘pequena’, a proximidade da permitiu ser captada por telescópios comuns, o que facilitou sua descoberta em 1801, pelo astrônomo William Herschel.

Guardiões da Galáxia Vol. 2: minha análise sobre o filme

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OK, OK… estou mais de uma semana atrasado, mas vou analisar Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017) puramente porque quero expressar minha opinião. E sem rodeios, vou direto ao ponto: decepcionante.

Eu explico: vendo como um todo, nem achei o filme ruim. Me decepcionei, sim, ao criar tanta expectativa por Guardiões da Galáxia Vol. 2 e constatar que paguei um ingresso por algo que já tinha visto, nos trailers. De tão boa que foi a divulgação, ele, em si, tornou-se enfadonho. É como se alguém fosse te contar uma piada, mas você já soubesse o fim.

Mas há pontos positivos em Guardiões da Galáxia Vol. 2 – e não falo só da luxuosa presença de Sylvester Stallone no filme –, que traz humanidade nos personagens. A turma luta contra velhos e novos vilões, enquanto lida com descobertas que mudam o curso de suas vidas e os aproximam, ainda mais, como amigos.

Peter Quill (Chris Pratt) descobre que seu pai, ao contrário do que preferia imaginar – ou de quem preferia imaginar, David Hasselhoff – é Ego (Kurt Russell), um ‘deus’, com seu próprio planeta. Só que o que de início parece ser um ambiente perfeito, revela-se um plano maligno de dominar a galáxia.

Groot é o personagem que faz o filme valer à pena
Groot é o personagem que faz o filme valer à pena

E para evitar que esse plano se conclua, Quill terá a resposta em sua verdadeira família: Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket (na voz de Bradley Cooper) e Groot (ou Baby Groot, na voz de Vin Diesel).

Aliás, Groot é o personagem que faz o filme valer à pena. Tamanha fofura derrete o coração de qualquer plateia, e até dos Saqueadores.

‘Eu sou groot’
‘Eu sou groot’

E a tal ‘humanidade’ que falei se percebe em diversos momentos do filme, seja na redenção do azulão Yondu (Michael Rooker) – que ganha o visual importado dos quadrinhos e recebe a merecida homenagem dos Guardiões – e de Nebula (Karen Gillan) – que ganha o perdão de sua irmã, Gamora –, seja na demonstração de fraternidade de Mantis (Pom Klementieff) – com sua proximidade com Drax e seu grande gesto em favor da trupe.

O senso de humor é característico, e domina Guardiões da Galáxia Vol. 2, com direito até a gargalhada de Ayesha (Elizabeth Debicki) do vilão abobalhado Taserface (Chris Sullivan). Stan Lee – criador de tudo isso –, como de costume, faz sua aparição. E até Howard, o Pato, ganha a tela num pestanejo da Marvel.

Entretanto, devo dizer: de tão complexo e extenso, o ‘Universo Marvel’ fica cada dia mais difícil de acompanhar para os espectadores comuns – aqueles que não ficam comparando cada cena com os quadrinhos –, e tende a se tornar tedioso ao fim.