Dia dos Namorados: 52,2% dos consumidores devem presentear

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Apesar da crise econômica e política que o Brasil atravessa, o Dia dos Namorados promete ser esperança de movimento no comércio no Maranhão. É que 52,2% dos consumidores em São Luís revelaram interesse em presentear, segundo aponta o levantamento de intenção de consumo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), enquanto 43% afirmam não ter interesse de comprar algum presente para o Dia dos Namorados. E são os homens são os mais predispostos ao consumo, com 58,7%.

52,2% dos consumidores devem presentear no Dia dos Namorados, segundo a Fecomércio-MA
52,2% dos consumidores devem presentear no Dia dos Namorados, segundo a Fecomércio-MA

A notícia parece boa, mas, na comparação com 2016, os dados mostram piora nos resultados, com redução de -11,8% do nível de consumidores que pretendem comprar produtos e um aumento de 23,5% dos consumidores que não irão às compras.

O valor médio do presente em 2017 ficou em R$ 154, enquanto a média do valor total da compra, considerando os gastos com a comemoração e aqueles que irão comprar mais de um produto para presentear, ficou em R$ 176. Comparado a 2016, o valor médio do presente teve queda de -1,2%; já o valor médio da compra, observou-se alta de 4,1%, próximo ao nível da inflação acumulada no período de 4,08%.

O levantamento ouviu homens e mulheres maiores de 18 anos nos principais pontos de comércio na capital maranhense e foi realizado entre os dias 15 e 19 de maio de 2017, período em que uma das maiores crises políticas do país foi desencadeada, o que indica, segundo o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva, que o momento é de replanejamento para os comerciantes.

Esse resultado está vinculado, principalmente, à percepção dos consumidores quanto ao atual cenário de insegurança e instabilidade política que afetam as condições socioeconômicas atuais, como renda e emprego. É importante o empresário perceber que o momento atual não é de reduzir investimentos, mas administrar suas finanças, aguardando a acomodação dos agentes econômicos e mantendo o atual nível de investimento, mediante a estabilização do horizonte de informações que influenciam nossa economia regional

O levantamento mostra que, comparado a 2016, houve reduções de -5% para quem deseja comprar um produto e de -38,1% para quem ambiciona comprar dois produtos, o que mostra que os consumidores estão reavaliando seus orçamentos domésticos para não comprometer suas capacidades de pagamento de compromissos futuros, como analisa o consultor econômico da Fecomércio-MA, Eduardo Campos.

Esse pessimismo do consumidor quebra as expectativas favoráveis à recuperação econômica que vinham sendo formadas nos últimos meses e comprovadas pelos indicadores econômicos. Evidenciava-se no comércio varejista ampliado maranhense, por exemplo, variação positiva na comparação anual de 4,2% no volume de vendas, segundo a última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Somam-se a este dado, as expectativas de recuperação de receitas, que em face da turbulência política, comprime momentaneamente o ímpeto do empresário em realizar novos investimentos.

Vestuário na preferência para o Dia dos Namorados

Na análise dos produtos preferidos pelos consumidores, os setores de vestuário, higiene/perfumaria e calçados compõem os três primeiros segmentos em intenção de compras.

Na análise sobre a intenção de comemorar o Dia dos Namorados, houve redução de -15,6% entre os que desejam celebrar a data e aumento de 30% dos que não desejam comemorar.

Maior parte dos casais pretendem comemorar o Dia dos Namorados sem comprometer as finanças
Maior parte dos casais pretendem comemorar o Dia dos Namorados sem comprometer as finanças

O pagamento à vista em dinheiro continua sendo a preferência dos consumidores mesmo com a redução de -6% comparado ao ano passado; e o uso do cartão de crédito, que aparece em segundo lugar, também reduziu em -2,5%.

Quanto aos locais de compras, destaca-se que as lojas de shopping centers ainda são a preferência dos consumidores, mas apresentaram forte redução, de -25,8%, em comparação aos locais mais populares, como principal centro comercial de São Luís, a Rua Grande, que apresentou aumento de 69,1% e as lojas de rua/bairro/galeria, com 37,8%.

Isso, segundo a análise da Fecomércio-MA, se dá mediante à percepção dos consumidores de que esses são estabelecimentos que oferecem produtos mais populares e com preços mais acessíveis.

Brasileiros estão mais otimistas com finanças pessoais, constata pesquisa da CNI

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Dados divulgados nesta sexta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram aumento de 1,3% no Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) em outubro de 2016, comparado ao mês anterior. O índice revela um otimismo dos consumidores brasileiros sobre as finanças pessoais. No período, o Inec alcançou 104,4 pontos. Essa é a quarta alta consecutiva do indicador, e comparado a igual mês de 2015, o crescimento foi de 7,3%; ainda assim, o índice ficou 4,1% abaixo da média histórica (108,9 pontos).

A pesquisa foi realizada pela CNI em parceria com o Ibope, e ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios em todo o Brasil entre os dias 13 e 17 de outubro de 2016.

Segundo a confederação, o aumento do índice é resultado, especialmente, da melhora do otimismo dos brasileiros em relação à renda pessoal. O indicador de expectativa sobre a renda pessoal cresceu 5,2%, em comparação a setembro de 2016; o de expectativa de endividamento cresceu 0,6%; e o de situação financeira teve alta de 1,2% em outubro, comparado a setembro.

Quanto maior o índice, explica a CNI, maior é o número de pessoas que espera a melhora da renda e da situação financeira a redução do endividamento.

Cautela

As expectativas sobre a inflação e o desemprego também melhoraram, de acordo com a CNI, mas os brasileiros ainda estão cautelosos com as compras de bens de maior valor, como móveis, carros e eletrodomésticos.

Brasileiros ainda estão cautelosos com compras de maior valor, como de carros
Brasileiros ainda estão cautelosos com compras de maior valor, como de carros (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Fotos Públicas/Arquivo)

O indicador de expectativas de compra de maior valor subiu 0,8% em outubro na comparação com setembro. No entanto, a queda em relação a outubro do ano passado é de 4,8%.

Segundo a avaliação da CNI, isso revela que, apesar da melhora na confiança dos consumidores, eles ainda não se sentem seguros o suficiente para aumentar o consumo de bens, o que envolve comprometimento de maior parte da renda e por mais tempo.

Sete passos para não cair em fraudes on-line

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Com o boom das fintechs – termo surgido pela junção de finança e tecnologia – e a ampliação dos serviços financeiros pela internet, também aumentam as fraudes on-line. Em 2015, o número de fraudes corresponderam a quase 25% do total de incidentes reportados na internet no Brasil, segundo dados da Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert). Desses, mais de 40% são páginas falsas.

10 passos para organizar finanças em caso de desemprego

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que no fim do segundo trimestre de 2016 o desemprego ficou em 11,6% no Brasil, a maior taxa da série histórica com início em 2012. Mas em caso de desemprego, é possível encontrar reestruturação financeira para atravessar esse período e estar prevenido para imprevisto?