Brasileiros estão mais otimistas com finanças pessoais, constata pesquisa da CNI

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Dados divulgados nesta sexta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram aumento de 1,3% no Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) em outubro de 2016, comparado ao mês anterior. O índice revela um otimismo dos consumidores brasileiros sobre as finanças pessoais. No período, o Inec alcançou 104,4 pontos. Essa é a quarta alta consecutiva do indicador, e comparado a igual mês de 2015, o crescimento foi de 7,3%; ainda assim, o índice ficou 4,1% abaixo da média histórica (108,9 pontos).

A pesquisa foi realizada pela CNI em parceria com o Ibope, e ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios em todo o Brasil entre os dias 13 e 17 de outubro de 2016.

Segundo a confederação, o aumento do índice é resultado, especialmente, da melhora do otimismo dos brasileiros em relação à renda pessoal. O indicador de expectativa sobre a renda pessoal cresceu 5,2%, em comparação a setembro de 2016; o de expectativa de endividamento cresceu 0,6%; e o de situação financeira teve alta de 1,2% em outubro, comparado a setembro.

Quanto maior o índice, explica a CNI, maior é o número de pessoas que espera a melhora da renda e da situação financeira a redução do endividamento.

Cautela

As expectativas sobre a inflação e o desemprego também melhoraram, de acordo com a CNI, mas os brasileiros ainda estão cautelosos com as compras de bens de maior valor, como móveis, carros e eletrodomésticos.

Brasileiros ainda estão cautelosos com compras de maior valor, como de carros
Brasileiros ainda estão cautelosos com compras de maior valor, como de carros (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Fotos Públicas/Arquivo)

O indicador de expectativas de compra de maior valor subiu 0,8% em outubro na comparação com setembro. No entanto, a queda em relação a outubro do ano passado é de 4,8%.

Segundo a avaliação da CNI, isso revela que, apesar da melhora na confiança dos consumidores, eles ainda não se sentem seguros o suficiente para aumentar o consumo de bens, o que envolve comprometimento de maior parte da renda e por mais tempo.

Sete passos para não cair em fraudes on-line

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Com o boom das fintechs – termo surgido pela junção de finança e tecnologia – e a ampliação dos serviços financeiros pela internet, também aumentam as fraudes on-line. Em 2015, o número de fraudes corresponderam a quase 25% do total de incidentes reportados na internet no Brasil, segundo dados da Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert). Desses, mais de 40% são páginas falsas.