quarta-feira, outubro 18, 2017
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Uso do salto alto no trabalho: 51% das brasileiras consideram importante

Uso do salto alto no trabalho: 51% das brasileiras consideram importante

Um estudo desenvolvido no último trimestre de 2016 revela curiosidades e dados a respeito do uso, comportamento e dores das mulheres com calçados de salto. A autoria é de Thomas Case, Ph.D., fundador da Pés Sem Dor, e a pesquisa mostra que mais da metade das mulheres entrevistadas considera o uso do salto alto no trabalho importante.

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A pesquisa O salto alto e a mulher brasileira entrevistou 1.835 mulheres, de jovens à terceira idade, em todo o Brasil. Elas responderam um questionário com 90 perguntas. ‘Apesar das dores implícitas ao uso, muitas mulheres têm que usar salto no trabalho’, como conclui Thomas Case:

A exigência pode ser formal e rígida ou uma expectativa não-verbalizada por parte da empresa

E se em algumas situações o salto faz parte do uniforme, para algumas mulheres o calçado é facultativo, mas acaba se tornando um fator de empoderamento.

O resultado: a mulher brasileira tem, em média, 7,4 pares de sapatos de salto alto – 36% das entrevistadas têm mais de 10 pares; 87,5% delas os usam para festas e eventos; e 44,9% usam sapatos de salto alto de uma a cinco vezes ao mês.

Pesquisa revela que mulher brasileira tem, em média, 7,4 pares de sapatos de salto alto
Pesquisa revela que mulher brasileira tem, em média, 7,4 pares de sapatos de salto alto

A frequência de uso varia entre o fim de semana e a semana. Durante a semana, os períodos de uso são mais longos. 53% das entrevistadas indicaram que usam sapatos de salto alto menos tempo do que gostariam; já 80,1% indicaram que a dor é o principal motivo para não usar sapatos de salto alto por mais tempo.

Outra estatística mostra que 95% das mulheres sentem dores quando usam salto alto. Para o fisioterapeuta-chefe da Pés Sem Dor, Mateus Martinez, “este número serve como um alerta para que as empresas flexibilizem a obrigações com o sapato”.

Outros dados sobre a pesquisa

A altura do salto que as respondentes mais usam varia de acordo com a faixa etária. Conforme a idade avança, diminui o tamanho do salto. Mulheres de até 20 anos (43,2%), preferem usar salto acima de 8,5 cm;

Para eventos sociais, o salto agulha foi o modelo preferido por 24,8% das mulheres. O Meia pata ficou em segundo lugar com 23,3% e o de salto quadrado com 13,4%. Para o dia a dia, o modelo Anabela é o preferido com 32,8%, seguido pelo de salto quadrado com 16,9%;

O modelo de salto reto versus o curvado têm a preferência de 25% das mulheres. Surpreendentemente, as mulheres da terceira idade preferem o formato reto, que exerce mais pressão no antepé do que o formato curvo;

As mulheres gostam de comprar sapatos de salto alto. 73,2% compraram ao menos um par nos últimos 90 dias. 28,2% compraram 3 pares ou mais. 70,7% das mulheres costumam pagar cerca de R$ 199 ou menos por par de sapatos de salto alto;

O preço pago aumenta conforme a renda e a idade das respondentes. Não há interesse em pagar muito mais pelo modelo de salto alto dos sonhos;

69,6% das mulheres indicaram que usam meias finas com os seus sapatos de salto alto. A meia calça representa 69,2% do uso de meias;

95,7% das mulheres sentem dores nos pés, quando usam sapatos de salto alto. A intensidade da dor mediana é 5 (moderado) em uma escala de 1 a 10. 25,3% das respondentes disseram que sentem dor intensa (7 a 10);

62,1% das mulheres que sentem dores nos pés usando salto alto, não conseguem permanecer mais de duas horas em pé sem sentir dores. 100% das mulheres que disseram sentir dores indicaram dor em algum osso do metatarso (região do antepé). 75% das mulheres, que sofrem com dores quando usam salto alto, afirmaram sentir dores também quando usam sapatos sem salto;

Foram citadas as seguintes práticas para minimizar as dores: colocar os pés para cima (32,7%), fazer alongamento nos pés (16,3%), alargar o sapato (13,4%). Apesar de todas as respondentes indicarem que estariam dispostas a pagar em média apenas R$ 98,00 para eliminar as sua dores;

Além das dores, 59,4% das mulheres indicaram ter formigamento nos pés;

46,7% das mulheres também disseram sofrer com dores nos tornozelos por uso de salto alto. O valor mediano de dor é de 4 em uma escala de 1 a 10 (moderado);

37,6% das mulheres também disseram sofrer com dores nos joelhos por uso de salto alto. O valor mediano de dor é de 4 em uma escala de 1 a 10 (moderado);

44,8% das mulheres também disseram sofrer com dor na coluna por uso de salto alto, que piora conforme aumenta a idade. O valor mediano de dor é de 4 em uma escala de 1 a 10 (moderado);

41,5% das mulheres indicaram ter calos. Destas, 60,8% têm calos em cima dos dedos, local onde os sapatos de salto alto (modelo bico fino) apertam os pés;

61,9% das mulheres indicaram sofrer com bolhas nos pés quando usam sapatos de salto alto. 65,8% afirmaram que os seus pés incham com o uso;

35,7% indicaram que já sofreram quedas usando sapatos de salto alto, 55,4% já torceram os seus tornozelos e 21,7% não descem escadas, quando estão usando sapatos de salto alto.

Outras constatações interessantes

A grade de numeração 34 a 39 atende 95,89% das mulheres brasileiras;

18,8% classificaram os seus pés como robustos, 17,3% como magros e 63,9% os classificam como normal;

26,8% das mulheres indicaram que a largura padrão dos calçados brasileiros não é adequada para elas;

65,6% dos pés foram classificados como normais, 19,6% como cavos, e 14,8% como chatos;

Em relação ao formato dos dedos: 46,8% foram classificados como Egípcio, 22,3% como Romano e 28,4% com Grego;

46% das mulheres têm algum grau de joanete. O de grau 2 causa dor em 82.7% das respondentes e dificuldades para comprar sapatos de salto alto adequados;

5,5% das mulheres disseram ter dedos em garra, 3,7% em martelo e 9,83% sobrepostos;

Sobre a forma de andar, 65% disseram ter os pés apontados para frente, 25,5% para fora e 9,4% para dentro.

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br