Coitadismo e autopromoção exagerada podem se tornar um péssimo negócio

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Em alguma situação da vida pessoal ou profissional, você já deve ter pensado em se fazer de coitado para conseguir algo. Por outro lado, há aqueles que se autopromovem a todo instante para lograr êxito. Mas o coitadismo e autopromoção exagerada podem se tornar um péssimo negócio, e devem ser evitados.

Quem defende isso é o consultor em gestão de pessoas há mais de 25 anos, Eduardo Ferraz, que é autor do recém-lançado livro Gente que convence – como potencializar seus talentos, ideias, serviços e produtos, pela Editora Planeta. O especialista destaca pontos negativos do tipo de comportamento em um artigo, compartilhado com o Blog do Maurício Araya:

Todos nós sofremos com problemas e imprevistos no cotidiano. Em momentos de extrema dificuldade, um pedido de ajuda até funciona, mas isso tem limite. O fato é que, muitas vezes, praticar o ‘coitadismo’ para conseguir algo pode ser um péssimo negócio.

pessoas que confundem humildade com o péssimo hábito de bancar o coitado para angariar simpatia. Essa atitude, se repetida, pega mal e costuma gerar o efeito contrário, principalmente quando o outro percebe que é simplesmente uma estratégia de negociação. Utilizar um problema para conquistar algo só é aceitável diante de uma real necessidade!

‘Coitadismo’ para conseguir algo pode ser um péssimo negócio
‘Coitadismo’ para conseguir algo pode ser um péssimo negócio

Tão ruim quanto a falsa humildade é abusar da autopromoção. Há gente competente que gera antipatia gratuita por exagerar nos autoelogios. Para exemplificar, qual seria sua reação se um palestrante tivesse uma hora para discorrer sobre um tema e usasse metade desse tempo para falar de si, ou quando em um livro, o autor exaltasse os próprios feitos em quase todas as páginas?

É claro que ter boas referências ou notoriedade é positivo e ajuda a conquistar a admiração das pessoas, além de aumentar o poder da argumentação. No entanto, é preciso tomar cuidado para que o tiro não saia pela culatra. Sua mensagem deveria ter uma relevância maior que você, – a carta é mais importante que o carteiro.

Nesse sentido, é preciso diferenciar a arrogância da autoconfiança. Alguém que, de fato, confia em si mesmo reconhece ter pontos fracos e consegue aceitar críticas construtivas. Aliás, saber assumir erros ou descrever situações em que poderia ter feito algo de maneira mais adequada é sinal de que a pessoa tem autocrítica, que é intelectualmente honesta e que consegue aprender com os próprios erros. Por isso, é essencial saber destacar suas realizações relevantes no contexto correto: uma reunião de apresentação de projetos; um pedido de demonstração; uma pergunta sobre seus atributos ou qualquer outra situação em que você seja convidado a falar sobre sua expertise.

Resumindo: seja respeitoso, aceite críticas justas e, ao mesmo tempo, demonstre confiança naquilo que faz para conquistar autoridade moral e ser cada vez mais respeitado. O elogio fica muito melhor quando vem da boca de outra pessoa.

Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo

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