Desemprego alcança 18 mil trabalhadores no Maranhão

Buscar um novo emprego virou realidade para ao menos 18 mil trabalhadores no Maranhão, em 2016. De janeiro a dezembro, o Estado registrou 18.036 demissões líquidas, segundo nota de mercado de trabalho – que leva em consideração dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – divulgada esta semana pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). No ano anterior, o desemprego havia alcançado 15 mil trabalhadores.


 Siga-me nas redes sociais: Facebook (perfil / página) / Instagram (@mauricioaraya) / Twitter (@mauriciojorbr / @mauricioaraya) 

Segundo o Imesc, o resultado foi influenciado, principalmente, pela contribuição negativa do setor da construção civil, que registrou o fechamento de 12,4 mil vagas em 2016.

Em 2016 foram 12,4 mil fechamentos de vagas na construção civil, que continua sendo o setor com maior número de desligamentos líquidos ao longo do ano. Esse número, em boa medida, é devido ao fato do nível de emprego das obras de infraestrutura, que apresentou queda de 6,8 mil vagas em 2016, não ter mantido o patamar positivo de 2015, que contou com a abertura de 4,3 mil postos de trabalho
Geilson Pestana, economista do Imesc

Somente no mês de dezembro, foram 4,74 mil demissões líquidas, 2,9 mil demissões comparado a 2015.

Em todo o país, o mercado de trabalho formal fechou 1,32 milhão de postos em 2016, o segundo pior registro da série histórica ajustada, iniciada em 2002, perdendo somente para o fechamento líquido de 1,54 milhão em 2015.

Desemprego em São Luís: capital teve 8,6 mil vagas demissões líquidas em 2016

Região Metropolitana de São Luís e os municípios que formam o traçado da Estrada de Ferro Carajás (EFC) foram as que registraram maior número de demissões.

De acordo com a nota do Imesc, entre as cidades com maiores saldos negativos no acumulado de 2016, estão: São Luís (-8,6 mil vagas de emprego) – onde as demissões líquidas sofreram influência, principalmente, da atividade de construção de edifícios e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas –, Açailândia (-3,6 mil), Santa Inês (-820), Paço do Lumiar (-749) e São José de Ribamar (-717).

Já os municípios que mais criaram postos de empregos formais, estão: Imperatriz (477) – sendo o setor de serviços que mais contribuiu para o saldo positivo do emprego formal no município –, Campestre do Maranhão (122), Bacabeira (112), Paulino Neves (112) e Presidente Dutra (110).