Em um ano, praticamente todos índices de mortes violentas têm alta no Maranhão

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Dados preliminares do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública sobre mortes violentas intencionais registradas no Brasil nos anos de 2014 e 2015, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que o Estado do Maranhão viu, nesse período, praticamente todos os índices de violência aumentarem. Para fazer um mapa da segurança pública no Brasil, o FBSP leva em consideração os dados das secretarias estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2015, foram registradas 2.333 mortes violentas intencionais, uma taxa de 33,8 para cada 100 mil habitantes, acima do índice nacional de 28,6 mortes. É pouco mais de seis mortes por dia. Em 2014, foram registradas 2.158 mortes violentas, 175 a menos que no ano seguinte.

Dos total de crimes letais intencionais, os homicídios dolosos são os que se destacam no anuário: em 2015, foram 2.007; contra 1.902 homicídios dolosos registrados em 2014.

Os latrocínios – roubos seguidos de morte – também aumentaram no Maranhão nesse período: foram 117 em 2015; contra 72 em 2014.

O único índice que registrou queda entre 2014 e 2015 no Maranhão foi o de lesão corporal seguida de morte: enquanto em 2014 foram registrados 124, em 2015 foram 67 casos em todo o Estado.

Mortes de policiais em confrontos também aumentam

Se os índices de violência contra a população já são alarmantes, os crimes contra policiais não deixam a desejar no Maranhão. O número de policiais civis e militares mortos em situação de confronto aumentou nas duas categorias apontadas pelo anuário.

Índice de mortes de policiais em confrontos também aumentou no Maranhão
Índice de mortes de policiais em confrontos também aumentou no Maranhão (Foto: Daniel Guimarães/ A2img/Fotos Públicas)

Em 2015, foram 14 mortes de policiais em serviço; enquanto em 2014 haviam sido apenas duas mortes. O número de mortes de policiais fora de serviço mortos em confronto com criminosos também aumentou: enquanto em 2014 foram 11 casos, em 2015 o número de mortes chegou a 30.

Em 2016, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), até o mês de setembro já foram registrados 565 mortes violentas somente na Região Metropolitana de São Luís – que, além da capital, inclui os municípios de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Os dados de outubro não foram consolidados até a publicação da reportagem.

Caixões no Rio de Janeiro denuncia 4 mil mortes em 2016
Caixões no Rio de Janeiro denuncia 4 mil mortes em 2016 (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil/Fotos Públicas)

Os dados consolidados ainda serão divulgados, mas já é possível observar que, entre 2011 e 2015, o país registrou mais mortes violentas que a Síria, país em guerra.

Segundo Estado do Nordeste com menor taxa de mortes

Apesar do aumento dos números, o governo do Maranhão, em sua agência de notícias, destaca que o Estado é o segundo da região do Nordeste com menor taxa de mortes violentas, à frente somente do Piauí. O governo atribui os investimentos em segurança pública à diminuição dos índices.

“Mediante a instituição do Pacto Pela Paz, um conjunto de ações na área de segurança que envolvem aquisição de equipamentos, investimentos em tecnologia, contratação de policiais e estreitamento das relações com a comunidade, houve redução em 20% do número de homicídios no primeiro semestre de 2016, em relação ao mesmo período de 2014”, diz trecho da publicação. Por meio do pacto, o governo contratou 1,5 mil policiais, comprou 450 veículos e modernizou sistemas de monitoramento e radiocomunicação da polícia.

Os investimentos, garante ainda o governo, resultou no aumento de 300% da média de casos elucidados em até três dias e no número de apreensões de armas e drogas, trazendo um prejuízo de mais R$ 6 milhões para o narcotráfico.

Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo

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