quinta-feira, outubro 19, 2017
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Chile: do norte ao sul, terra de extremos

Maurício Araya

O Chile é um país extraordinário, que permite experiências maravilhosas, para todos os gostos. Em fevereiro de 2013, estive no país em minhas mais recentes férias e vou compartilhar um pouco dessa experiência, uma pequeníssima parcela das inúmeras alternativas turísticas que o país oferece, do Deserto do Atacama à Patagônia. A famosa Cordilheira dos Andes, onde está o ponto mais alto da América Latina – o Aconcágua, ainda na Argentina –, logo dá as boas-vindas aos turistas.

Maurício Araya
Antofagasta, Chile

Antes de conhecer o Chile, é importante saber que, como é associado ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), apesar de indicado, não é necessário ter passaporte para visitar o país, basta a carteira de identidade, o que não reduz as medidas de segurança e sanitárias adotadas pelas autoridades chilenas, que, sim, são bastante rígidas.

No país, a língua oficial é o castelhano, uma variação do espanhol. Na questão monetária, dólar ou real? Tanto faz. Algumas casas de câmbio do país já aceitam o real na troca pelo peso chileno, moeda oficial do país.

Clima
Em termos climáticos, grande parte do país possui estações do ano bem definidas e, portanto, há épocas para cada público. Quem gosta do frio, por exemplo, deve aproveitar os meses de junho, julho – ápice do inverno chileno – e agosto, período indicado para quem quer esquiar. Nesse caso, o turista tem a opção de se hospedar em hotéis e resorts localizados já na própria cordilheira, com centros de esqui e piscinas aquecidas.

Maurício Araya
Santiago, Chile

Já quem preferir curtir tudo o que o país pode oferecer sem ter que se agasalhar todo, pode visitar o país nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Deve seguir as recomendações de uso de protetor solar e hidratação, já que sua capital, Santiago, por exemplo, possui um clima bem seco neste período.

Maurício Araya
Santiago, Chile

Capital
Santiago, por si só, já possui inúmeras opções de lazer. A metrópole tem um sistema de transporte público bastante organizado, com linhas de metrô bem sinalizadas e que levam a todos os cantos da maior cidade chilena, além de uma grande frota de táxi, que inclui veículos que fazem o transporte por um preço mais acessível, os chamados táxis “coletivos”.

Visita obrigatória
Palácio La Moneda, sede administrativa do governo chileno, onde se pode fazer uma visitação guiada – saiba como agendar – ou conhecer o Centro Cultural Palácio La Moneda, onde a entrada é gratuita e não é necessário agendamento – saiba mais. Em dias alternados, os “carabineros” – a polícia chilena – fazem uma cerimônia de troca de guarda em frente ao palácio, com execução do hino nacional e desfile em direção à ‘Praça da Cidadania’, onde está hasteada a Bandeira Nacional.

Maurício Araya
Palácio La Moneda, em Santiago

Plaza de Armas, onde fica a Catedral Metropolitana de Santiago e onde artistas de todos os tipos se reúnem.

Cerro San Cristóbal, onde, a 880 metros de altitude, é possível ter uma vista panorâmica de toda a Santiago. Lá, está instalada a estátua de Virgem Maria e um observatório astronômico. Para chegar a um lugar tão alto, pode-se usar o transporte funicular, vans – que saem em horários regulares –, além de táxi. Além de uma feira com artigos regionais, é possível experimentar uma bebida refrescante tradicional do Chile: o “mote con huesillos”, uma espécie de suco caramelado, com trigo e pêssego. Um passeio gastronômico indicado é ao Mercado Central, onde é possível experimentar as iguarias chilenas, alguns de seus pescados – como a “reineta” –, além da famosa empanada chilena.

Maurício Araya
Cerro San Cristóbal, em Santiago

Museu Nacional de Belas Artes, com exposições permanentes e ações voltadas para os turistas.

Litoral
Já no litoral do país, não pode deixar de conhecer duas cidades vizinhas entre si: Valparaíso e Viña del Mar, situadas a, aproximadamente, 120 km de Santiago. Durante o trajeto, por meio da “Ruta 68”, é possível, ainda, conhecer as vinícolas, de onde saem os mais conceituados vinhos do mundo.

Em Viña del Mar, estão as praias mais agitadas. Na cidade, onde a economia é voltada mesmo para o turismo, podem-se encontrar apartamentos para alugar por pequenas temporadas. Para quem arriscar um banho de mar, fica apenas um alerta: mesmo no verão, as águas do Oceano Pacífico são bastante frias, estando em temperaturas pouco mais elevadas no fim da tarde.

Maurício Araya
Viña del Mar, Chile

Para os admiradores da literatura, Isla Negra
Situada, aproximadamente, à mesma distância da capital –, onde fica a mais importante das três casas do escritor chileno Pablo Neruda, local que inspirou grandes títulos do comunista. Uma fundação, mantida pela família e amigos de Neruda, guarda objetos e mantém viva sua história.

Maurício Araya
Isla Negra, Chile

Um país apaixonante, cativante, exemplo de educação e desenvolvimento econômico, com passeios e lembranças que permanecem para o resto da vida: assim é o Chile, terra de extremos.

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br